Nova série “Elle” traz prequel de Legalmente Loira, mas roteiro não acompanha carisma da protagonista

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“Elle”, produção do Prime Video ambientada antes dos eventos de “Legalmente Loira”, entrega uma versão adolescente da icônica Elle Woods, agora vivida por Lexi Minetree. A atriz foi escolhida pessoalmente por Reese Witherspoon, que retorna como produtora executiva da franquia iniciada em 2001.

A trama se passa em 1995. Aos 16 anos, Elle deixa a ensolarada Califórnia quando um revés profissional do pai, Wyatt (Tom Everett Scott), força a família a recomeçar em Seattle. O choque entre o universo cor-de-rosa da protagonista e a cena grunge da nova cidade serve de ponto de partida para conflitos escolares e familiares.

Crítica especializada aponta que Minetree sustenta a série ao combinar o otimismo característico de Elle com inseguranças típicas da adolescência. Apesar disso, o roteiro é acusado de apostar em clichês do ensino médio, como triângulos amorosos, grupos rivais e mal-entendidos previsíveis, o que limita o potencial cômico e dramático.

O humor, elemento marcante do filme original, aparece com menos intensidade. Personagens coadjuvantes — incluindo a mãe Eva (June Diane Raphael) — demonstram química, mas não recebem desenvolvimento suficiente para gerar momentos memoráveis.

Discussões sobre ativismo, diferenças sociais e identidade surgem ao longo dos episódios, porém parte do público considera que o texto emprega referências mais alinhadas aos dias atuais do que ao contexto de meados dos anos 1990, prejudicando a ambientação.

Mesmo com limitações narrativas, a série preserva a mensagem central de que inteligência e feminilidade podem coexistir. O resultado é julgado agradável para quem busca entretenimento leve, embora aquém do brilho alcançado por “Legalmente Loira”.

Com informações de Mix de Séries

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Diones é redator, crítico e fundador do site Mestre Charlie Harper, atuando no mercado digital desde 2021. Especializado em análise cinematográfica e no universo do streaming, produz conteúdos voltados à interpretação crítica, curadoria de obras e leitura das dinâmicas do audiovisual contemporâneo.